sexta-feira, 4 de maio de 2012

Explicando a Vingança - pt. 0




Scarlett teresuda para termos sua atenção!

domingo, 22 de abril de 2012

Vingadores Vs. X-men - pt. I

O post a seguir contém SPOILERS, é óbvio! 


Como não foi muito requisitado por meus fãs, eis aqui o primeiro post sobre HQs! E não é pouca coisa; é sobre Vingadores Vs. X-men - o evento Marvel Comics do ano (Bom, nos EUA, claro...).

Então. Eu sei que, nas internetês, todo mundo conhece os X-men - os mutantes renegados por um mundo que eles não criaram. Por outro lado, os Vingadores não são tão populares entre o público, no Brasil... Exceto, claro, para leitores de quadrinhos. Para esclarecer, assim, os Vingadores são os maiores heróis da Terra, unidos contra um mal que nenhum super-herói poderia enfrentar sozinho! Falar da equipe como um todo seria um saco demorado, mas, para facilitar, entenda que se tem Capitão América, Thor e Homem de Ferro juntos, temos Vingadores

Só que, praticamente, desde o ano passado, a Marvel Comics soltou uma imagens relativas ao retorno da Fênix, uma entidade cósmica de destruição que, entre outras coisas, "matou" a Jean Grey duas vezes, nas HQs, e no filme lá, mas podem esquecer disso. 


Para muita gente, era mais uma daquelas ressurreições forçadas e tal... Porém, entre março e abril de 2012 - obóviamente -, saíram as edições #00, #01 e #02, que são nosso objeto de estudo, aqui e agora! Preparem-se! :D 

Então, na edição #00, temos a repercussão do retorno de Wanda, a Feiticeira Escarlate - depois de Avengers: Children's Crusade, que é bem boa -, e da importância da messias mutante, Hope Summers, a primeira mutante a nascer após a Dizimação. Curiosamente, essas personagens são dois lados de uma moeda cheia de rancor e conflito: resumindo muito, a população mutante da Terra foi reduzida ao número de, aproximadamente, 198 mutantes. A culpada: Wanda Maximoff, ao final da Dinastia M, com o seu "Chega de mutantes." Hope, então, é considerada a messias por ser, enfim, aquela que nasceu após essa magia foderosa da Feiticeira - tão foderosa que, para muitos, os mutantes estavam extintos e em todas as realidades. Daí, tem toda uma introdução, batalhas com vilões e...!

Um dia, vou desenhar assim...
Pessoalmente, gostei da proposta da edição. Não vou entregar tudo, mas tem um lance com a Wanda que, para quem é leitor mais antigo, vai deixar o pessoal um pouco bolado, certamente. É leitura rápida e até com alguma profundidade...

Já na edição #01, temos o que, supostamente, é o motivo do versus no título. A Fênix, segundo os Vingadores, está voltando para a Terra e, ao que tudo indica, vai para Utopia (Obs.: Utopia é a ilha dos X-men de Ciclope. Há, agora, além disso, os X-men de Wolverine, no Instituto Jean Grey para Estudos Avançados - na antiga mansão, destruída por Sentinelas durante o Complexo de Messias. Os dois se desentenderam feio durante CISMA e cada um foi pro seu lado depois de um quebra insano...) e pretende "agregar-se" à supracitada Hope Summers. Daí, claro, os Vingadores acham isso uma merda foda, querem impedir o esquema e vão lá pedir pro Ciclope entregar a menina e deixar tudo na boa. Só que não.



É. Scott Summers, o babaca, solta uma magia pra cima do Capitão. Aliás, faltou citar que o Ciclope tá numa onda quase fascista e monomaníaca, ultimamente - o que levou à saída de Logan, mencionada anteriormente. Na mesma edição, antes disso, vemos mais de sua babaquice caolha e tal. Contudo, o que importa é que o Steve Rogers, the super-soldado, não marca bobeira:


A imagem ficou meio ruim, mas, sim, são TODOS os Vingadores disponíveis no aeroporta-aviões sobrevoando a praia que rola a treta entre os escoteiros. Então. Tem o Hulk Vermelho, o Wolverine, o Aranha, o Homem de Ferro e outros picas. Claramente, qualquer leitor ficará pilhadaço e pensaria: "A-HA!". Termina, assim, a edição #01. Até aí, tudo bem.

Na edição #02... Bom, na edição #02, rola o quebra de fato entre as equipes. Não entrego todos, aqui, mas tem Coisa e Luke Cage contra Namor, dentro d'água (Hmmm... Boiolas!) e o Pantera Negra com problemas maritais com Tempestade, por exemplo. E é isso. Bom, não é só isso, mas é como se fosse. Fora a cena a seguir...



...Não teve muita coisa interessante, não. 

Essa edição, sinceramente, ficou num tom tão galhofeiro que fiquei com vergonha. Nem minha Grandes Heróis Marvel #31, onde o Magneto, sozinho, come derrota TODOS os Vingadores é tão idiota. Não pela porrada, mas pelas descrições da porrada. Pra cês terem uma ideia, tem um recordatório do momento onde Emma Frost, na forma de diamante, dá um soco em Tony Stark. Nisso, fui obrigado a ler: "O soco mais caro da História." Ai, Marvel... A sorte é que eu baixo pego emprestado, essas coisas.


Rola muita porrada, é óbvio. E, confiram comigo no replay, se não ficou claro, Wolverine está contra os X-men. Nessa parte, aliás, rola uma (das três) cena legal, onde Dominó, Mancha Solar e outros chamam o Carcaju de traidor, bicha e coxinha!

...


Ok. Só de "traidor", mesmo.

Logo depois, rola algo um pouco mais coerente do que a briga. Basicamente, Hope mostra que é cabra homem. Daí, corta para uma parte dos Vingadores que estão no espaço, tentando impedir a Força Fênix. E a edição termina com Thor dizendo algo que só Thor poderia dizer. Foda. Só pra constar:


Por fim, como estamos só no começo de um evento de sei lá quantas edições, não vou entrar numas de criticar o conceito, como muitos falam da recorrência enfadonha dessas treta entre heróis da Marvel - até no filme dos Vingadores terá, entretanto... Mas acho muito maneiro eles, finalmente, juntarem essa moçada toda e tentar mostrar o que rendeu de Dinastia M, Dizimação, Children's Crusade e Fear Itself - as duas últimas, inclusive, tão pra ser publicadas no Brasil. Ao meu ver, promete mais do que aquilo está sendo vendido, até o momento... Ou não.

É isso! Voltamos com as impressões das edições #03 e #04, lá por metade de maio. Aguarde! 

segunda-feira, 2 de abril de 2012

E Game of Thrones é melhor que minha vida - pt. I



Esse texto foi publicado, originalmente, no blog da getNUTS. Como quero fazer um novo post, reaproveito este como introdução. :D 
 

Falar de um seriado – ou série de romances... – como Game of Thrones é uma tarefa muito complicada. Primeiro, o melhor seria saber tudo sobre tudo: assistir o seriado até o series finale, ler todos os livros e contos e, daí, escrever um artigo sobre... Como não rola – e já estou atrasado com isso... –, vou tornar isso um parecer mais pessoal. Além do mais, tendo lido os dois primeiros livros da série, não corro o risco, assim, de estragar a experiência de leitores e telespectadores.

Inicialmente, devo admitir que, como muitos nerds de longa data, ignorei a série. Muito antes da série da HBO ser anunciada, tive contato com o primeiro livro. Vi a ilustração da capa, o suposto nome do autor e o título do livro e... Bom, “dane-se esse chupinhador de Senhor dos Anéis”, pensei. E continuei minha vida normalmente, até que alguém, no Twitter ou coisa assim, divulgou o teaser da primeira temporada...

E fui fisgado! Não pela ambientação fantástica, mas, principalmente, pelo visual e a atmosfera de paranóia e conspiração que as “frases de efeito” de cada personagem proporcionavam. Outro coisa que me chamou, de imediato, a atenção foi a diversidade de motivações e de personagens... Ninguém ali, mesmo os aparentados, estava alinhado.

E, como muita gente nesse mundo de novos e antigos deuses, comecei a assistir a série religiosamente – perdão pelo trocadilho... E não tinha como não gostar daquilo tudo! Ora, um mundo onde uma estação climática era uma das coisas mais temidas por todos só podia ser muito legal, afinal! E como, sabiamente, muitos notaram, é aquilo de obra que converge tudo que um nerd gosta – e já explico melhor! Afinal, como obra literária, as Crônicas de Gelo e Fogo são densas, repletas de tons e com ramificações que deixariam Tolkien surpreendido, certamente! Por isso, em alguns poucos tópicos, tentarei estabelecer coisas impactantes.

Mas sem spoilers, calma! :D


Diversidade

Provavelmente, a primeira coisa que fica bem clara, esteticamente, em Game of Thrones é que, como em nossa realidade, tem gente de todo cor, tem raça de toda fé. Por exemplo, mesmo sendo todos caucasianos, a diferença entre um Stark e um Lannister é evidente – e muito verossímil, portanto. O povo do Norte são descendentes dos Primeiros Homens, segundo o próprio folclore de Westeros e, assim, são gente forte e convicta, bem ao exemplo de Lorde Eddard. Os leões dourados, por sua vez, descendem, supostamente, de um ladrão ambicioso ávido por ouro – Larfleeze, alguém? – e que deixou essa “herança” à toda família. E o que dizer dos Targaryen? Originalmente, além dos cabelos prateados, muitos têm olhos violetas. Vindos da antiga Valíria, poderíamos criar um paralelo com os mitos da Atlântida, Mu e Lemúria, talvez.


Por fim, que prova maior da diversidade do que os dothraki? Além de representarem, praticamente, uma versão dos hunos, possuem, por falta de expressão melhor, uma interracialidade presente em poucos povos da obra. Afinal, são um povo nômade e escravocrata, propiciando essa miscigenação... E para evitar problemas, não citarei os cranogmanos e nem Asshai.


Religião

Talvez ainda mais similar à realidade, mas bem comum em obras de fantasia, é a questão religiosa. No Norte, os antigos deuses possuem a maioria dos fiéis, o que não impede, porém, que Catelyn Tully louve aos novos deuses, os Sete. Com uma estrutura que quase lembra o catolicismo, os Sete – sete facetas da mesma entidade, na verdade – são comuns entre os povos do Sul e, também, no reino dos Rios. É uma religião cheia de signos, diferente da antiga, onde as divindades são naturais e, de certa forma, representadas em conjunto somente pelos rostos nas árvores-coração.







Os dothraki, também, possuem sua fé; louvam a Mãe da Montanha, pois todos os homens estão sob sua sombra... Aliás, os rituais que Dany supera, o dosh khaleen e a questão do Garanhão que Montará o Mundo estão, nesse conceito, imbuídos. A grosso modo, Drogo e os dothraki acreditam na dominação do mais forte, aspecto fortemente representado em Vaes Dothrak: lá, inúmeros ídolos divinos dos povos que os khalasar destruíram estão expostos como troféus.

Contudo, não termina por aí: nas ilhas de Ferro, de onde Theon Greyjoy se origina, há um deus muito lovecraftiano... E ele nem é o pior, mas não posso falar sobre isso, ainda. ;)


História e Política

Esses aspectos não ficam tão evidentes para quem, enfim, não leu os livros. Mesmo que abordados mais sutilmente no seriado, é inegável que, mesmo antes da primeira linha do livro – ou do roteiro –, sabe-se que tudo ali é repercussão de um processo histórico. A formação de um continente como Westeros é, muitas vezes, mencionada em conversas informais. Tyrion Lannister – personagem preferido de 9 entre 10 fãs – é, entre outros, um profundo conhecedor desta História e, também, de falácias históricas, citando-as para favorecê-lo ou desacreditar seus rivais em discussões – na real, o Duende é um nerd medieval.



Curiosamente, o desajeitados Sam Tarly é uma espécie de historiador iniciante: extremamente curioso quanto às origens da Patrula da Noite, dá uma bela descrição, em poucas frases, daquilo que conhecemos como historiografia. E, num mundo de maravilhas, como culpá-lo? Como não querer conhecer a verdade por trás de tantas facetas? Na verdade, é pelo mesmo motivo que os fatos se misturam com as fábulas, o que a Velha Ama dos Stark representa conceitualmente (Só porque não posso deixar passar quieto: em dado momento do livro, Ned Stark comentou com um de seus filhos que, quando ele era menino, a Velha Ama já era velha.).


E, talvez, a Patrulha da Noite seja o melhor ponto de partida para compreender como a política influi nesse mundo. Pessoalmente, meu item preferido desta obra, a Patrulha é conhecida por “não se envolver”. Está lá desde que os Reis do Norte dobraram joelho aos dragões Targaryen, e não se envolve com as intrigas dos Lannister, de Mindinho e de Varys, a Aranha, com as inúmeras guerras... Afinal, aqui, política se tornou um meio de alcançar, tão somente, objetivos mesquinhos. Casamentos são forjados e alianças desfeitas para que, simplesmente, atenda-se uma agenda de interesses. O casamento de Dany foi isso – e, no livro, ocorre quando a mesma tem apenas 14 anos –, de Cersei e Robert também, assim como a traição de Mindinho e as mortes de Jon Arryn e Eddard Stark – vai além do incesto! Entretanto, como surgimento de vários “reis” e conflitos que beiram, em alguns pontos, a obscuridade, política torna-se uma espécie de “arte da guerra”...


O fantástico e o desconhecido

Provavelmente, foi isso que fisgou a maioria dos leitores e dos telespectadores: a fantasia é um ponto tão desconhecido para os personagens como para nós. Por exemplo, tanto o livro quanto a série – e a vindoura revista em quadrinhos – começam com o embate de alguns partrulheiros com os Caminhantes Brancos. O que são eles? O que querem? Se formos considerar a Velha Ama, são forças infernais que odeiam o Homem. Embora se diga que eles, os gigantes ou os filhos da florestam tenham se batido ou convivido com os Primeiros Homens, milhares de anos atrás, todos são dados como mortos e extintos. Só que, dessa forma, como explicar a aparição de uma loba gigante e seus seis filhotes? Ou dos mortos se erguendo para assassinar o comandante Mormont da Patrulha da Noite? E os “filhos” de Daenerys? Sem falar nas coisas que vivem Para Lá da Muralha... Enfim, assim como nós, fãs, o seu personagem favorito precisa, também, em maior ou menor medida, aprender a lidar com essa nova realidade.



Não sei de vocês, mas sou um leitor contumaz de fantasia. Percebo, nessa obra, algo que falta em muitas outras: tornar esse “fantástico e desconhecido” algo crível. Obviamente, você não espera (Infelizmente...) encontrar ovos de dragão pela rua, mas esse desenvolvimento faz com que, aos poucos, você aceite a “magia”, de lendas verdadeiras e muitos horrores.


Cotidiano

Talvez, “cotidiano” não seja o termo correto para definir esse ponto, mas... Ao meu ver, é quase certo que ele engloba todos os aspectos anteriores. Exceto por raros exemplos – inclusive, da literatura fantástica –, você não observa pessoas como você lidando com mortos-vivos e entidades (Ou, ao menos, eu espero
 que você não lide...). E as Crônicas têm exatamente isso: pessoas como eu e você.


Dentro de toda essa esfera de conspiração, morte, batalhas medievais e seres fantásticos, temos pessoas que se deprimem, que têm medo, que são exageradamente ricos, que vivem a extrema miséria... Pessoas que riem, sofrem, fazem o bem, fazem o mal, transam e que, com o perdão da expressão, embora conste nos livros, só querem ter a liberdade de comer e cagar sem se preocupar com guerras de reis ou com a ameaça dos Outros. George R. R. Martin, o autor, fez um trabalho muito louvável ao dar todo esse espectro a todos seus personagens e ao ambiente em que vivem. Considero que, inclusive, isso foi fortemente representado com Arya Stark.

Além de ter uma personalidade toda característica, fugindo do esperado para uma menina e para uma nobre, fica muito claro que Arya convivia muito bem com os “plebeus” e subordinados de sua família. No livro, um antigo apelido seu era “Arya Debaixo dos Pés”, por ter um contato direto e amigável com todos que viviam em Winterfell, mesmo os mais humildes. Mais tarde, seu relacionamento com Syrio Forell e, quando da prisão e execução do pai, sobrevivendo nas ruas, mostrou-se algo pouco usual. Similar ao Batman de Chris Nolan, Arya conviveu com a mendicância, com a sujeira, com o crime e com o desespero de não ter proteção ou abrigo algum – entre os miseráveis da cidade, churrasquinhos e sopas de pombo, rato ou cão são bem comuns. Sem falar que, em uma cidade como Porto Real, poderia ter sido assassinada, estuprada ou coisa pior. No livro, fica bem claro como ela enfrenta até ser encontrada por Yoren da Patrula da Noite e, mesmo assim, a coisa não fica mais fácil...


  Outro ponto válido, nesse quesito, é a como sexo e sexualidade são abordados. Mais presentes no seriado que no livro, relações carnais representam, também, relações de poder, como estabelece a situação dos bastardos de Robert Baratheon... Claro, nem tudo é belo e, sobretudo, consentido: estupros e casamentos forçados são prática comum, como já foi em nossa cultura e, infelizmente, é na cultura de outros países. Entretanto, não deixa de ser bonito, de certa forma, quando vemos Tyrion e Shae, Cersei e Jaime – apesar dos pesares – ou, até mesmo, Renly Baratheon e sor Loras (É quase como se Nelson Rodrigues escrevesse fantasia...). Embora a cena em questão não apareça nos livros, ponto para Martin e a produção ao mostrar que, mesmo num mundo de Caminhantes Brancos e dragões, você pode optar pelo que lhe atrai – em outros mundos de fantasia, a existência da homossexualidade nem seria cogitada, isto é.

E a violência atrai, também. Aqui, cito o “relacionamento” entre os irmãos Sandor e Gregor Clegane: Gregor, a Montanha que Cavalga, feriu gravemente Sandor, o Cão de Caça, apenas pela gratuidade do ato. No livro, o ódio de Sandor pelo irmão é muito mais palpável, e se percebe, também, como a Montanha é um homem atroz e monstruoso. Assim, acredito que os homens comuns de Westeros e além são muito mais preocupantes que o Rei de Para Lá da Muralha ou os poderes de uma maegi como Mirri Maz Durr... Falando nela, a presença de tanto rancor, ressentimento e ódio tornam, também, a obra mais crível: como culpar os atos de uma pessoa que, além de agredida e violentada, perdeu tudo que conhecia?



Claro que, apesar dessa ótica cruel – que nós também vivemos, afinal –, existe um amor como o de Dany por Khal Drogo e de Catelyn Tully por seu marido e filhos. Ou a dignidade, honra e lealdade que só um homem como Eddard Stark pode expressar.

Enfim, essas poucas linhas não representam a totalidade de As Crônicas de Gelo e Fogo ou do seriado de Game of Thrones. Só não tínhamos como não gostar de algo que junta era medieval, História, política, guerra, dragões e zumbis! É tudo extremamente excelente e, como leitor, foram poucas as vezes que me sinto com um “participante” dessa história... Não é à toa que, hoje, é um considerado uma das melhores obras literárias e está entre os melhores seriados dos últimos anos.


"White Walker", por Muñoz Velazquez.


Curiosidades:

- No seriado, são citados os nomes dos lobos gigantes de Jon Snow, Arya, Sansa e, muito rapidamente, Rickon: Fantasma, Nymeria, Lady e Cão Felpudo, respectivamente. No livro, sabemos que o lobo de Robb Stark chama-se Vento Cinzento e Bran, por sua vez, ao sair do “coma”, nomeia o seu como Verão.

- Sim, como escrito acima, Cão de Caça tem nome; Sandor. E, aparentemente, cultiva uma “paixonite” por Sansa Stark...

- Diferente do seriado, Osha sabe muito mais sobre Para Lá da Muralha e seus perigos. Na cena em que se defronta com um Hodor nu, cogita a possibilidade do mesmo possuir “sangue dos gigantes”.

- Ora, Hodor também tem nome! E não é “Hodor”! :D

- Se os Caminhantes Brancos fossem apresentados, no seriado, como são descritos no livro, estouraria o orçamento...

- Nunca confie em Mindinho.

- Já no primeiro livro, fala-se de Mance Rayder, o Rei de Para Lá da Muralha. Comandante Mormont e a Patrulha da Noite – melhor cena do último episódio, ao meu ver! – marcham para confrontá-lo, também.

- No final do último do episódio, é sor Jorah Mormont que pronuncia “Sangue do meu sangue!”, ao ver Daenerys erguer-se das cinzas acompanhada pelos três dragões. Porém, no livro, quem diz isso são Jhogo, Aggo e Rakharo. Afinal, ela se autoproclamou khal e, a eles, seus kos, os companheiros de sangue.

- Falando nisso, Dany não pode mais ter filhos.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Metal Gear S-- RISING??!



Tornei-me um gamer quando, muito tempo atrás, ganhei um Master System. A SEGA, Sonic e muitos outros ajudaram na minha formação moral, no meu ideal de entretenimento e em fazer uma social. Assim, com tristeza, vi a casa que criou o porco-espinho azul mais veloz do mundo crescer e cair muito rápido. Por todos esses motivos, gosto de acompanhar de perto as franquias, produtoras e criadores que admiro e, aí, entra Metal Gear Solid.


Ou, no caso, Metal Gear Rising.


Lá em idos de 2001, com o Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty (PS2), conhecemos outro personagem jogável – e questionável – da franquia, uma espécie de versão rebootada – algo bem comum, atualmente... – de Solid Snake: Raiden. A proposta do moleque de cabelo branco era um pouco diferente; enquanto Snake era o soldado de elite furtivo, o novo membro do grupo FOXHOUND era mais para um ninja acrobático – mas, claro, pegava em armas de fogo, eventualmente. Como disse, para muitos fãs, a inserção de Raiden, como personagem jogável e, em dado momento, principal, foi como xingar a mãe: “Como assim, vou ter que jogar com um bailarino andrógino?! Cadê Snake e seus charutos másculos??!”. Pois é. Felizmente, anos depois, em 2008, saiu o Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots (2008), e Raiden voltou numa versão ciborgue e muito mais impactante – antes, claro, teve aquela piadinha em Metal Gear Solid 3: Snake Eater... 


Na real, ele ficou muito mais para o novo ninja Gray Fox, mas deixa quieto... Enfim. Então, chegamos ao motivo de eu estar, aqui, doidamente, escrevendo sobre esse lançamento previsto para este ano: as mudanças.

A princípio, não tenho nada contra o Raiden: pô, eliminar inimigos furtivamente com uma katana é tão bom quanto usar a MK2. Porém, agora, quando a Kojima Productions – e o próprio Hideo Kojima, bem dizendo – passaram o desenvolvimento do jogo para outra softhouse, a Platinum Games, eu esperava, no máximo, que os caras iriam inventar alguma mecânica nova de espionagem e pronto – se usaram cartas, o que não rola, não é? –, só que temo que teremos mais um “filhote” de God of War nas mãos... 


Nada contra Kratos e tal, mas já repararam que tudo, hoje, é mais do mesmo? Só muda o personagem principal, a trama e os poderes disponíveis para exprúdir com os inimigos, apertando 27 botões na sequência pedida? Isso porque, muitas vezes, mantém-se a mesma motivação, em todos... Então. Nessa versão, no lugar da furtividade e das missões de invasão, eliminação cirúrgica e extração, teremos um jogo de ação onde, simplesmente, tudo pode ser cortado. Sério. Se você assistir o trailer, verá Raiden usando sua faca Ginsu para despedaçar estruturas e adversário em dezenas de fatias. É quase aquele lance de Power Rangers e animes, onde um feixe de luz cruza o inimigo onde a lâmina passaria e, assim, caem os pedaços...

Eu admito que achei legal... Contudo, não deixo de pensar “Vai que eles só fazem Metal Gear Rising daqui em diante?” – e não é impossível. Apesar de Kojima ter afirmado que a novidade não substituiria a franquia original, vai saber... Eu sei como um jogo sem profundidade, mas com a possibilidade de picotar geral é viciante e muito mais interessante que se esconder em caixas e se alimentar de rãs (Samurai Western? Alguém?)... De boa, eu não jogo Bayonetta exatamente devido a isso. Só que entendo que, de repente, essa é forma de garantir, entre a geração que joga games atualmente, os futuros Metal Gear... Só que eu, pessoalmente, ainda prefiro ficar 5min parado entre a vegetação para, com um tiro tranqüilizante apenas, derrubar o vigia do outro lado da ponte.


(E, também, assistir cinematics de 20min, mas isso é outro rolo...) 





quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

OST #01: ALI PROJECT

Eu deveria estar trabalhando...


Hoje, nesse belo e verdejante Brasil, tá uma dureza foda consumir algumas coisas... TV aberta é aquilo, a internet virou um reduto de Diogos Mainardis críticos sociais - entendem e opinam de tudo e, em muitos casos, baseados em comediantes da Bandeirantes ou coisa assim -, é difícil acompanhar notícias sem ser bombardeado por fanatismo direitistas, esquerdistas e de diagonal... E, por aí, continua. Felizmente, pelo menos, as mídias que mais acompanho - HQs e livros - tão num nível incrível; futuramente, falarei do Vitor Caffagi, do Leonel Caldela e outros - mas você pode ler algo sobre aqui

Contudo, o pior... Véio, o pior é a música. Não tenho nem palavras. Para cada Emicida e Criolo, há trezentos e quarenta e seis Michel Teló, Restart, Latino e outros... Sem falar num nível de funkeiro que me dá saudade do Bonde do Tigrão - para entender o nível, procure por MC Cabide, no Youtube... Só que não vou prolongar a discussão. Esses caras já tem mídia demais em cima e esse meu blog é só pra eu falar merda e tal (Na real, falar sobre eles faria total sentido, então... Ah, deixa pra lá.).

O avatar supremo da música brasileira, provavelmente.
Sinceramente, apesar disso, não sou uma pessoa "musical". Escuto as mesmas coisas há uns dez anos e, fora isso, acho que comecei a consumir música só lá pelos 16 anos... Ou seja, quando todo mundo ouvia Raimundos e Los Hermanos, eu estava... Eu...  Bom, eu deveria estar jogando Pokemon Stadium e lendo Monstro do Pântano. Só. Fazer o quê...?


BLASTOISE!!!
Por isso, creio eu, não tenho muita profundidade musical. Hoje, se escuto Emicida e Criolo, como disse, é porque ouço Racionais MC's há tanto tempo que decorei as músicas em mais de uma versão... Sem falar que, com os rappers supracitados, tenho algo mais próximo da minha atual situação.


O caso, enfim, é que esse post serve para apresentar algo que descobri recentemente - e livre de preconceitos *emite luzes, pétalas e música de triunfo*: o valor da música japonesa. Até então, para mim, as produções de Nippon eram, tão somente, para aberturas fodas de animes e videogames! 



E só. Não sou do tipo "ocidental-inimigo-de-tudo-com-olhos-grandes-de-anime", não. Pelo contrário, até consumo algo... Se é muito bom. E, de boa, se você chega com essa merda de intolerância depois de ter crescido com Kamen Rider, Jiban e YuYu Hakusho, na extinta TV Manchete, ou com Street Fighter II, no SBT, e gritando "Cólera do Dragão!!!" como um psicopata, embaixo do chuveiro, pode fazer o favor de ir se foder comer jiló.  Ou você é um cagalhão ou nasceu na putaria da década de 1990. Sem mais.


Assim, nesse meio musical fodido que estamos, descobri Ali Project foi um alívio. Não entendo coisa alguma, obviamente, mas sabe quando o som é tão bom que você não precisa entender? Além disso, dá pra notar claramente que os caras não são todos trabalhados no auto-tune - não citarei nomes... 






Assim, acredito que muitos que gostam de Teatro Mágico e coisa do tipo curtirão o ALI PROJECT. Atualmente, junto com o som do Sabotage, Racionais, Fugees e outros caras, meu mp4 player anda recheado de músicas deles... Talento não depende de país de origem e idioma, mas dá pra ver claramente que alguns tem muito mais que a maioria... :D 


Eu recomendo. E sou genial. Então, essa é uma recomendação genial. Pronto. 












Ah, eu não fiz, ainda, nem layout, nem banner... Dane-se. :P

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Review: Bag of Bones (o da TV, não o do Stephen King...)

E não é tudo a mesma coisa?


Tinha uma época que eu não gostava de nada que possuísse o nome do Stephen King envolvido. De boa, aqueles filmes... Mas eu era, claro, uma quiança tola e não sabia que um escritor tão bom não podia ser culpado por produções cinematográficas ou televisivas bizarra...

Por isso, assistir Bag of Bones, um minisseriado em dois episódios exibido pela A&E e dirigido por Mick Garris, foi surpreendente. Muito tempo atrás, tentei ler o livro, mas eu era um jovem um pouco menos tolo, mas mais cansado, e se li 30 páginas foi muito... Hoje, já li mais coisa do King, mas tenho uma dívida moral, acho.


Bom, a história é sobre um escritor passando por um momento trágico e, nesse meio tempo, lidando com a realidade perturbadora da cidadezinha de Dark Score, no Maine. Não falo mais que isso – sempre tem um reclamando de spoiler e é uma merda... Fora isso, tem um toque sobrenatural – típico de King, alguém – e, imagino eu, que tenha também, no livro, um pouco de realidade sociocultural dos Estados Unidos na década de 1950 e tal...


Daí, começo meu parecer sobre o seriado: é bem legal, mas sei lá. Digo isso porque, no primeiro episódio, fiquei muito tenso e atraído pela trama... Era um suspense foda, com seus voodoo – ao estilo de Possuídos – e com personagens medonhos – novamente, típico de King e, sobretudo, do Maine... O autor, Mike Noonan, passa por uma merda gigantesca, cai numa treta e, ainda, tenta escrever seu livro. Junto com isso, acontecimentos que podiam ser sobrenaturais ou mera piração do cara (Sabe quando a trama acaba sugerindo que era a mente do cara tirando onda e usando “efeitos poltergeist” para explicar algo que o sujeito não consegue compreender racionalmente? Pois é, cheguei a pensar que era isso...). Enfim, o primeiro episódio corre bem, mas o segundo...


O segundo episódio – e final – não é ruim, não; é exagerado. Quer dizer, na minha opinião fecal, claro... Enquanto o início mostrava um “thriller assombrado”, temos, aqui, o sobrenatural comendo solto e a explicação por trás de tudo – e, se o sujeito pensar, era óbvio, só que eu não pensei, haha... É aí que a coisa fode; o sobrenatural explicava tudo e isso, apesar da duração de cada episódio, pareceu muito corrido e superficial... Acredito que a relação entre vivos e mortos deveria ter sido abordada por mais tempo, considerando que, inicialmente, pareciam existir duas ou três tramas correndo paralelas... Fazia todo o sentido, isto é, mas soou muito forçado. Como um roteiro do Rob Liefeld.


Porém, pode ser que eu esteja cansado de sobrenatural em tudo. Quando eu era um menininho em Barbacena, cê tinha as criaturas da noite e os ESPECTROS!!! em uma produção ou outra; hoje, cada esquina tem um vampiro, um zumbi ou um cramunhão da vida...

"Lie still bag of bones."
O seriado, contudo, não deixou de ser uma experiência muito boa, como espectador. Porra, eu mal podia esperar para ver o fim da trama – levei 24 horas entre um episódio e outro. Além disso, os efeitos especiais, ambientação e a atuação do Pierce Brosnan (Hmmm, boiola!) me agradaram muito... Onde será que consigo umas corujas daquelas? Ou uma Melissa George de bobeira?


Apesar disso tudo, devo dizer que Sara Tidwell é, sim, a melhor personagem da série. De boa, tudo que eles poderiam ter trabalhado sobre sua "personalidade" e a questão do preconceito e da perseguição... Coisa que remeteria a Mattie, Kyra e todo o contexto de Dark Score. Sara é, praticamente, a versão hardcore de A Princesa e o Sapo. E tem o outro detalhe que poderia ser melhor elaborado, mas não mencionarei para não estragar a experiência alheia... Só me lembrou, e muito, algumas ideias presente em Ravenloft... Falando nisso, achei os vilões pouco trabalhados, igualmente. Tudo bem que a história não existiria se não fosse por eles, mas os Devore e suas associações passaram batidos, pueris... O que é bem frustrante, considerando o ódio que Rogette Whitmore pode gerar. "A custódia tem suas responsabilidades" - mas não com a trama, pelo jeito.

Por fim, se você leu o livro, assista e diga o que achou. Agora, me prometi teminar esta leitura para entender alguns “buracos” que, de repente, a produção deixou... Se não leu, tente ler antes de assistir, mas assista! Atualmente, são poucas as séries que terminam bem, afinal. Embora eu deteste finais felizes...


...E não entenda porque a pessoa, na pós-vida, vira um disléxico. 



P.S.: Eu não fiz o layout, ainda, como tudo indica. E esse post ficou meio confuso, mas que se dane. 

sábado, 7 de janeiro de 2012

Os Addams vem aí!!!



Nem bem acordo e vejo que o Google está homenageando o criador da Família Addams: Charles Addams! Que emoção!

Bom, sinceramente, não falarei muito sobre o criador.... Isso, você pode encontrar em qualquer Wikipedia da vida ou pesquisando um pouco mais em vários outros sites. O trabalho dele, afinal, marcou gerações. 

Entretanto, falar sobre esta Família... Para começar, ela é bem melhor que a minha! Os Addams foram, na minha infância, um exemplo subjetivo de dinâmica familiar. Depois de mais velho, percebi que, nos filmes, a proposta era outra, mas falo disso depois...

Pela minha idade, é meio óbvio que tive o primeiro contato com os filmes dirigidos por Barry Sonnenfeld, em 1991 e em 1993, e estrelados por Anjelica Huston, Raul Julia e Christopher Lloyd


Assim, fora o fato dos filmes terem sido, inicialmente, o que eu conhecia de Família Addams, devo dizer que nunca gostei do desenho e o seriado de TV, que assisti anos depois, tinha uma ou outra sacada boa, mas não me convenciam - talvez, hoje, aceitando anacronismos, eu   encarasse melhor... 

No primeiro filme, então, tínhamos o suposto retorno de Fester Addams - o popularmente conhecido, no Brasil, como Tio Chico... -  e toda a intriga e tramoia que isso poderia ocasionar, dado o envolvimento dos "vilões da história". Sinceramente, como é um filme de "apresentação", por assim dizer - afinal, tinha uma caçambada de gente que, na época, não conhecia os personagens -, é mais lento e com uma história linear, focando-se apenas na trama dos Addams. 


Entretanto, pessoalmente, creio que o ponto alto do filme é no momento em que 95% dos Addams são expulsos da propriedade da família, e vão viver num motel barato... A cena é clássica e, entre sucos de limão radioativos e história infantis contadas do ponto de vista de uma vítima de perseguição - aaah, Mortícia -, temos Gomez ligando para um programa de auditório - ao estilo Oprah e Casos de Família - para "denunciar" casos de possessão demoníaca, voodoo e tal... É uma crítica óbvia ao comportamento de, sei lá, 89% da população americana (Se você frequenta o 9gag, sabe o que é...) e, na situação do patriarca atual dos Addams, denota um vazio existencial que é bem comum de gente educada e "abastecida" pela televisão... Diferente de um Addams, que é pura criatividade, curiosidade e sem preconceitos!

A história continua, claro, daí, mas foi nesse ponto que entendi melhor o que eram os Addams. E veio o segundo filme, Addams Family Values - quando morei em Manaus, tinha uma loja que, afixado na parede, estava o pôster original desse filme e quase me tornou um ladrão, de vez... - e, nele, Fester Addams encontrou o amor! 


É, a história com Debby, a típica Viúva Negra dos thrillers, é um show à parte - e tornou, para muitos, Joan Cusack digna de muitos faps... -, mas, aqui, saímos um pouco da trama contida e os personagens dividem-se e vivem seus próprios contextos. Tudo resultará em um final apenas, mas foi foda perceber que Wednesday e Pugsley, Fester e Gomez e Morticia tinham, sim, como ter "histórias solos".



Aí, fora a crítica gritante que Debbie Jellinsky representa - uma patricinha extremamente mimada e que, para "ter tudo que merece", se torna uma assassina serial - temos os momentos de Wednesday (Vandinha?) e Pugsley (Feioso?) no acampamento de férias, convivendo, talvez pela primeira vez, com crianças da sua idade...


E, aqui, temos a suprema crítica ao modo de vida americano... Ao modo de vida de todo mundo! De boa, a Rede Glóbulo só passa isso, ainda, na Sessão da Tarde, porque só tem criança e vovós assistindo, praticamente, e porque acha que ninguém vai sacar...

Cara, é foda demais! Nesse "núcleo" da trama, Wednesday e Pugsley vivenciam e são oprimidos por ideais que seus pais não os passaram, que não aceitam e, o que é pior, parecem o moralmente correto! Por exemplo, durante uma chamada, todas as meninas loiras e bonitas são reconhecidas facilmente e logo, enquanto os "párias" ficam para trás - os Addams, uma cadeirante, um asmático e um menino negro que não tem nem o nome dito corretamente! 


Enfim, a coisa continua, tem outras cenas do gênero e, mesmo assim, os jovens Addams mostram que possuem tudo que precisam e que isso não virá daquele "ideal de sociedade" do acampamento... Por fim, o grande momento dessas "férias" seria a apresentação do dia de Ação de Graças estadunidense - aquela coisa toda lá, você sabe - e, mesmo antes, na seleção dos "atores" nota-se que os "indígenas" são, mais uma vez, os proscritos - não muito diferente da realidade, né?


Ao final da apresentação - e ao início do caos -, Wednesday muda o texto da peça e faz um discurso que, se você não sacar qual que é...


Nós não podemos partilhar o pão com vocês! [...] Vocês [os peregrinos] tomaram a terra que era por direito nossa. Daqui em diante, por muitos anos, meu povo será forçado a viver em trailers e reservas. Seu povo vestirá cardigans, e beberá highballs. Nós venderemos braceletes nos acostamentos, vocês jogarão golf e aproveitarão hors d'oeuvres quentes. Meu povo terá dor e degradação. Seu povo terá câmbio automático. Os deuses da minha tribo falaram. Eles dizem, "Não confie nos Peregrinos, especialmente em Sarah Miller".

Depois disso, vira anarquia, que vira caos, e é assim que, novamente, um Addams mostra como as pessoas reagem e cerceiam o que é diferente... E é aplicável aos indígenas, aos negros, aos pobres e qualquer outro tipo de excluído de qualquer lugar do mundo! Cadê, agora, a revolução?


É, maluco! Quase 20 anos atrás, os Addams já discutiam coisas que, agora, as pessoas estão começando a perceber! Não sei se era a intenção de Charles Addams ao criar os personagens, mas os filmes assumiram isso e fizeram, sem dúvida alguma, muita gente pensar...

Certamente, ambas as produções foram o melhor da década de 1990, onde muito, muito lixo cultural foi criado... Se você não assistiu ou nunca assistiu com esses olhos de "criticização", assista! Tua mente vai explodir! Obviamente, não citei todos os momentos onde você pode ver uma "mensagem subliminar de contestação"...



E, se isso não servir de incentivo, lembre da Christina Ricci!


Hmmm, Christina Ricci... Nham...


Ai, se eu te pego...


...


Hã... Quer dizer, eu--

...Até a próxima!